EDUCAÇÃO INOVA E ABRE PORTAS PARA A INTERDICIPLINARIDADE

Publicado em 12/04/2011 às 14:51

EDUCAÇÃO INOVA E ABRE PORTAS PARA A INTERDICIPLINARIDADE

Os desafios da educação já não pertencem unicamente à classe dos professores. Essa está sendo a perspectiva adotada pela secretaria de Educação e Cultura (SMEC)...

... o que deixa para trás décadas de isolamento entre as áreas do conhecimento e parte para um trabalho conjunto, referenciado na interdisciplinaridade. Concretamente, a secretária Maria Jaci Bittencourt vem apostando na formação de uma equipe multiprofissional, que já conta com nutricionista, assistente social, fonoaudióloga, pedagoga e psicólogo, com perspectivas de ser ampliada.

De igual pra igual

A noção de trabalho interdisciplinar pressupõe uma atuação profissional não hierarquizada, mas um modelo em que as profissões se complementam ao estabelecer trocas de saberes e experiências. Conforme o psicólogo Everton Gerhard, não se trata de resolver problemas para os professores, mas de buscar a solução com eles. “Dessa forma, também demarcamos algo fundamental: o entendimento de que nenhum campo de saber carrega consigo a verdade sobre as coisas, o que por décadas foi objetivo e justificativa para disputa de espaços entre as profissões, mas é claro, sem resultado significativo para os interesses sociais”, pontua.

Desculpabilização

Mais especificamente no que tange à Psicologia, Everton destaca que está sendo dada uma grande guinada em relação ao modelo de educação tradicional. Ou seja, os problemas enfrentados nas escolas deixam de ser compreendidos como conseqüência do comportamento ou inaptidão dos alunos, como se apregoou ao longo do tempo, passando a serem encarados como um objeto complexo, causado por vários fatores. Logo, a culpa não é mais (apenas) dos estudantes.  “Também é preciso que seja qual for o estado das coisas, este seja tomado como um processo, não como algo já determinado. Isso impede que a condição atual de uma pessoa ou instituição seja vista como definitiva. Se fosse assim, nossa intervenção não seria necessária”, pondera o psicólogo.

Educação nutricional

Apesar de nova, a abordagem nutricional também já ocupa um espaço imprescindível na educação. Para a nutricionista Liziane Vargas, saúde e qualidade de vida devem ser pensadas dentro de um contexto no qual o consumo é precocemente incentivado pela mídia. “Portanto, é necessário que questões como essas sejam trabalhadas já na idade escolar através da educação nutricional”, destaca.

Na foto:

Everton Gerhard (psicólogo), Maria Jaci (secretária), Vanessa Deuschle-Araújo (fonoaudióloga), Liziane Vargas (nutricionista), Luana Portela (assistente social) e Eneida Gindri (nutricionista).

Matéria publicada no Jornal Expresso Ilustrado em 25/03/2011.

Colaboração: Everton Gerhard.

 

Herton Couceiro - ASCOM/PMSFA.


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